Perdas fazem parte da vida, e o modo como compreendemos o processo do luto pode aumentar a dor da perda. Não enfrentar esse processo, buscando esquecê-lo ou não pensar nele, também pode ser uma maneira de tentar aliviar a dor. O luto não se mede, não se compara, não se denomina; é personalizado, cada pessoa sente ao seu modo e ao seu tempo. Este livro relata como a autora vive o seu luto com a morte, no mesmo dia, de filho, filha, esposo, pai e mãe em um acidente de trânsito. Esta obra nasce a partir da tragédia que se abateu, de uma vida que foi revirada, da decisão de aceitar o luto, resgatar a identidade, manter vivas as lembranças dos familiares falecidos, aceitar os desafios que a vida oferece e respeitar o que foi vivido. Tais atitudes sustentam uma vida que é revivida a cada dia na dor que se transforma em amor.